sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Os pasteis.

A famosa polémica dos pasteis de nata, causada pelo nosso Álvaro, é uma verdadeira alegoria à sociedade Lusitana.
Por um lado, o empresariado ingénuo que acredita firmemente na possibilidade legitima de sucesso, no franchising da coisa.
Por outro o intelectualoide tradicional que nunca criou nada na vida, conseguiu uma renda e vive à sombra do trabalho dos outros.
 O primeiro, sonha com o projecto e assusta-se à medida que imagina os requisitos necessários para que seja aprovada uma linha de crédito em caso de não ter dinheiro.
 O segundo, sente-se frustrado porque pensa que já se tinha lembrado disso e vem um gajo lá do Canadá, e rouba-lhe a ideia que ele havia de pôr em prática, numa tarde de Sol na praia das Macãs em Sintra, ao mesmo tempo que lia os classificados de amor do correio da manhã encastrados  na revista cultural da edição do expresso.
A última palavra escrita da obra de Camões, Os Lusíadas, é Inveja.

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