A sociedade está de um modo geral, dividida entre os funcionários do Estado e os do sector privado.
Sabemos que existem pontos convergentes na criação de riqueza, ( encomendas do sector público ao sector privado e prestação de serviços por parte do privado ao público), ao mesmo tempo que existem pontos divergentes, (iniciativa publica empresarial em sectores predominantemente privados e sobreposição de serviços privados ao estado anulando os existentes).
Quando estas convergências são equilibradas e pretendem satifazer necessidades legitimas, a criação de riqueza é sustentada e deve ter razões para ser continuada, pelo contrário as divergentes tendem a criar uma ilusão de criação de riqueza, quando na verdade os meios estão simplesmente a ser multiplicados criando uma despesa adicional que não tem razão de existir, não é sustentada e só pode manter-se com injecções de capital que estariam alocados a outras necessidades, esvaziando de meios o sector defraudado, criando desiquilibrios que se vão agigantando até que sejam claramente visíveis.
Regressar à situação equilibrada não é fácil, criaram-se postos de trabalho desnecessários que só se extinguem com sofrimento, dependencias económicas que estão amarradas contratualmente, e restam por fim, os grandes monos construidos que continuarão a sugar receita na respectiva manutenção.
Para conseguir fazer o percurso, um governo tem que estar disposto a viver rodeado de inimigos.