segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O país que não gosta de crianças.

No meu país era costume, no primeiro dia de escola as crianças serem entregues aos professores com a recomendação de lhes ser infringida violência, "se fôr preciso".
No meu país, os pais desfaziam-se dos filhos para os entregar a merceeiros onde as sevicias eram pão de cada dia.
No meu país, as instituições inspiradas na solidariedade, utilizavam-se das crianças como supermercados de sexo para quem pagásse mais e essa prática existe hoje em dia, ainda, e a censura social, chega ao ponto de acusar essas crianças, de doze anos, de saberem já, bem aquilo que querem.
No meu país, os agentes de segurança pública, registam autos de estacionamento automóvel, fechando os olhos à presença de crianças a vender pensos e garrafas de água no meio do transito parado nos semaforos.
No meu país, os tribunais, deixam uma criança crescer e ganhar laços sentimentais num lar que lhes não pertence, enquanto os verdadeiros pais, desesperam em burocracias legais para, finalmente acolherem uma criança que quase se não lembra deles.
No meu país, as crianças podem ir todos os dias à escola, mas se os pais não tiverem dinheiro para a cantina escolar, podem ficar no recreio, longe da vista do refeitório, "talvez para que lhes não cresça água na boca", até que a hora da refeição passe, continuando a actividade escolar como se a normalidade não tivesse sido alterada.
O meu país, chama-se Portugal.
O meu país, tira do orçamento de todos nós, o dinheiro para comprar automóveis aos partidos politicos.
O meu país, dá reformas depois de doze anos de actividade parlamentar.
O meu país, promove os funcionários públicos, só por o serem hà determinado tempo.
O meu país tem juízes que afirmam que a honestidade própria se mantem só se o vencimento mensal a puder pagar.
O meu país...........

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