O ser humano pode e constantemente, adora mais que um deus; a capacidade de organizar mentalmente, uma hierarquia de poderes e regulamentos onde se encaixam sem conflitos, os diversos capatazes do comportamento, é uma necessidade natural que deriva do contexto da acção.
A César o que é de César, descreve com simplicidade uma dualização hierárquica: aqui, o homem admite ter dois senhores, um espiritual e outro temporal. O conflito mental é inexistente ou residual quando se torna claro o lugar de cada um, no entanto, ao existirem contradições nas regras que nos conduzem no dia-a-dia, pode surgir a dúvida e até a desobediência a uma delas.
Foi essencialmente neste conflito que o ocidente cristão sentiu a necessidade da separação entre a moral e a ética, como meio de, em termos colectivos, uma sociedade organizada, obter ferramentas que fossem aceites por todos, independentemente de professarem ou não, um credo religioso.
É por necessitar de manter a sua autoridade que o estado Chinês, pretende evitar a divisão social que causaría a sujeição a dois critérios comportamentais, o critério temporal e o espiritual.
Os chineses devem ter um só deus e esse deus é o estado, dele emanará todo o código comportamental e não será, nem sequer comparado no dia-a-dia com qualquer outro.
Aqui, a dualização do conceito existente em, "a césar o que é de césar", está simplesmente ausente.
Durante quento tempo?
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